segunda-feira, 28 de junho de 2010

Um Breve Resumo.

Os bons escritores são bons mestres, nos deixa lições e sentimentos que muitas vezes pela correria do dia a dia, não deixa espaço para refletir o por que das coisas, deixando-nos como verdadeiras maquinas programadas. 
Os livros nos fazem viajar por lugares que talvez, muitos de nós jamais poderiamos ir, enfim vou postar um breve resumo, do livro do nosso saudosissimo Graciliamos Ramos, Meninos Pelados, em seus livros ele nos ensina a olhar em nosso entorno de maneira corajosa, sem perder de vista a fabulação e a invenção.


 Meninos Pelados

O livro conta a história de um menino "diferente dos outros meninos", que tinha a cabeça pelada e olhos com duas cores diferentes: o direito preto e o esquerdo azul. A falta de cabelos remete à situação do prisioneiro, despojado de tudo, no limiar da morte. O olhar duplo é o daquele que enxerga a realidade e a fantasia ao mesmo tempo: não se perde na fantasia, mas também não se limita aos dados da realidade imediata. O menino, que se chama Raimundo, é discriminado pela vizinhança. Fala sozinho, não porque enlouqueceu, mas porque está criando um mundo, a terra de Tatipirun, para onde se dirigirá.
O primeiro habitante que o menino encontra é um automóvel com olhos bicolores, que não atropela ninguém, mas voa. O segundo, uma laranjeira que lhe dá orientações. Quando Raimundo lhe pede que ensine o caminho, a árvore responde: "Vá seguindo sempre. Todos os caminhos são certos". Mais adiante o protagonista encontra outros meninos, todos calvos e olhos iguais aos seus: um preto e o outro azul. E encontra também Caralâmpia, a princesa.
Em Tatipirun, o sol não se põe, a temperatura é amena, não chove, os meninos não adoecem nem envelhecem, o rio se fecha para as pessoas passarem, os animais falam, as cobras não picam, não há casas, o chão é macio, ninguém precisa usar sapatos, vestem-se com túnicas confortáveis, os habitantes descansam fechando um dos olhos e deixando o outro aberto.
Ali ele se sente bem, embora se lembre de vez em quando de que precisa voltar para estudar a lição de geografia! Um dos seus novos amigos pergunta se é necessário estudar essa matéria. Raimundo responde: "Sei lá! Dizem que é necessário. Parece que é necessário. Enfim... não sei". E conclui, choroso: "É uma obrigação". E por causa da obrigação, Raimundo volta para casa, prometendo "ensinar o caminho de Tatipirun aos meninos" de sua terra.


As lições de Tatipirun
São várias. Talvez a mais significativa é que todos os caminhos do conhecimento e do crescimento são bons. Cada lugar tem suas peculiaridades e belezas e sempre podemos aprender. No mapa da humanidade, as diferenças são riquezas a valorizar. A princesa de Tatipirun, Caralâmpia, diz ter conhecido uma terceira região, cujos habitantes possuem duas cabeças, oito olhos (quatro azuis e quatro pretos, distribuídos de dois em dois pelas testas e nucas), uma boca no peito, cinco braços e uma perna só.
O nome da princesa Caralâmpia remete à psiquiatra alagoana Nise da Silveira que, quando menina, remexendo nas provas dos alunos de seu pai, descobriu que um garoto com o sobrenome Caralâmpio fora reprovado por ele. Nise perguntou-lhe por que alguém com nome tão bonito sofreria aquela punição. O pai achou graça e passou a chamá-la de "Caralâmpia". Graciliano, seu conterrâneo e amigo, chamava-a assim também, e esse apelido tornou-se sinônimo de compreensão com os reprovados pela sociedade, pela escola, pela vida.
Caralâmpia, espécie de mestra das crianças de Tatipirun, procura compreen­der o outro, o diferente, o monstruoso. Pois este é o problema maior. Raimundo não é considerado apto a viver com os seus dessemelhantes. Foge para outro lugar, um lugar ideal em que todos fossem iguais a ele. Mas Caralâmpia está fascinada pelo diferente, e Raimundo termina por entender que problemáticos são os meninos normais de sua terra, ou que se consideram normais pelo fato de terem cabelos e seus olhos serem da mesma cor. Para adaptar-se à realidade adversa, Raimundo terá de amadurecer. E quando zombarem dos seus olhos e de sua cabeça pelada, ensinará aos zombadores a geografia secreta de Tatipirun.
Raimundo renuncia à evasão, volta à sua realidade cotidiana, mas volta com novas disposições. Tornou-se contador de histórias, transformando seu sonho pessoal em narrativa. Tatipirun é uma terra diferente, com outra lógica, outra beleza. Entenderão os garotos que o outro não é necessariamente ridículo?



Será que devemos estar somente com as pessoas iguais a nós? Será que o diferente não é capaz de somar?
Por que é tão difícil aceitar o diferente? Será que o normal é normal mesmo?

Graciliano Ramos, nos remete estes pensamentos. e ai me vem a cabeça será que para sobreviver neste mundo é preciso criar nosso próprio mundo, precisamos de fato , acreditar que as diferenças são riquezas que devemos valorizar 


sábado, 12 de junho de 2010

ORAÇÃO DO PROFESSOR



Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim um professor no mundo da educação.
Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.
São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na graça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar.
Senhor, inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.
Abençoa todos os que se empenham neste trabalho, iluminando-lhes o caminho.
Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre. Amém!